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Qual
é o melhor processador? Pentium 4 Northwood x Athlon XP?
Muita gente vem me perguntando qual processador é o melhor, o Athlon ou o
Pentium III. Aqui vão algumas opiniões: Pelos testes que ando vendo
por aí, numa comparação entre processadores da mesma freqüência, o Athlon ganha
do Pentium III Klamath (as versões antigas de até 600 MHz) com uma diferença de
até 10%, tanto em jogos, quanto em aplicativos. Porém, no caso o Pentium III com
core Coopermine, que inclui o Pentium III 500E, 550E, 600E e todas as versões
mais rápidas, a coisa se inverte, por dois fatores:
1- Cache do P-III Coopermine é mais rápido que o das versões anteriores,
funcionando na mesma freqüência do processador, contra 1/2 da freqüência no
Pentium II e Pentium III antigos. 2- Enquanto no Athlon de até 650 MHz o
cache L2 funciona a 1/2 da freqüência do processador, na versão de 700, 750 e
800 MHz funciona a apenas 2/5 e nas de 850, 900, 1 GHz funciona a 1/3 da
freqüência do processador, muito mais lento do que o cache L2 do Pentium III
Coopermine que trabalha na mesma freqüência do processador. 3- Apesar do
cache L2 mais lento, o Athlon tem 128 KB de cache L1, contra apenas 32 KB de
cache L1 do Pentium III, o que compensa parte da diferença do cache L2.
Porém, combinando todos estes fatores, temos um Pentium III de 800
MHz batendo um Athlon de 800 MHz por uma diferença de 5, até 7%, nas principais
aplicações. Só que além do quesito desempenho, existem outros fatores
a se considerar: custo, placas mãe disponíveis, etc. Se fosse comprar um
processador hoje, entre os dois ainda ficaria com o Athlon, mas é uma escolha
pessoal, pois colocando tudo na balança os dois praticamente empatam.
Apesar da briga entre os dois processadores estar equilibrada, a AMD está
enfrentando alguns problemas com o Athlon, encontrando dificuldade em obter
suporte por parte dos fabricantes de placas mãe, e principalmente em obter
módulos de memória cache mais rápidos. Com o Athlon usando cache 2 externo vai
ser difícil bater o Pentium III Coopermine em desempenho. O Pentium III Klamath
não passa de um Pentium II refugado, mas o Coopermine é realmente uma
arquitetura nova. A meu ver o principal atrativo das versões mais
rápidas do Athlon atualmente vem sendo o preço, não tanto o desempenho. Porém,
se for olhar pelo preço então também temos o Celeron, K6-3, K6-2 & Cia. Que
apesar de ultrapassados ainda apresentam um desempenho muito bom, mais do que os
aplicativos atuais demandam. Apesar do projeto do processador continuar sendo o mesmo, com os longos
estágios de pipeline, o cache L1 rápido mas pequeno, o coprocessador fraco e a
dependência de otimização dos programas para que o processador possa mostrar
todo o seu potencial, o Pentium 4 Northwood vai ter um desempenho superior ao do
Pentium 4 atual através da combinação de um cache L2 maior, de 512 KB e do uso
de bus de 533 MHz (4x 133), contra os 400 MHz dos atuais. Apartir do i845D, tudo
indica que os chipsets para a plataforma também vão melhorar, com o uso de
memórias DDR (talvez dual DDR num futuro próximo).
Além disso, a inflação da frequência de operação do processador vai
continuar, com versões de 2.2 a 3.0 GHz durante 2002. Some a isto todos os
investimentos que a Intel vem fazendo para que os desenvolvedores passem a
otimizar os programas para a plataforma e verá que o Pentium 4 pode desta vez
finalmente deixar de ser o patinho feio e tornar-se um processador competitivo,
com um desempenho semelhante ao de um Athlon XP do mesmo índice.
A AMD por sua vez ainda está a alguns meses de iniciar a produção do
Athlon Thoroughbred, o que vai deixá-la numa posição difícil. Enquanto a
arquitetura do Pentium 4 Northwood tem potencial para chegar aos 3.5 GHz, como
já demonstrado pela Intel, o core Palomino não terá fôlego para ir muito além do
2200+. Isso é excelente para quem vai deixar para trocar o processador no começo
do ano que vem pois acuada a AMD vai acabar reagindo fazendo mais e mais cortes
nos preços dos processadores. O Pentium 4 vai finalmente se igualar em
desempenho, mas vai continuar sendo mais caro.
O consumo elétrico, que depois do custo e do desempenho é o quesito mais
importante hoje em dia, já que determina o quanto será necessário gastar no
cooler, a conta de luz no final do mês e o nível de ruído do micro (por causa do
coolers e exaustores) novamente vai tender a favor do Pentium 4. Não é preciso
repetir mais uma vez que o consumo elétrico vai cair em relação aos atuais
graças à arquitetura de 0.13 mícron, mas a Intel ainda não divulgou qual será o
consumo elétrico dos novos processadores. Considerando que o Pentium 4 atual de
2.0 GHz tem um consumo típico de 75.3 Watts (na versão soquete 478), um Pentium
4 Northwood de 2.2 GHz deve consumir em torno de 48 Watts. O Athlon XP que na
versão 1900+ consome 60.7 Watts, vai consumir aproximadamente 70 Watts na versão
2200+, quase 30% a mais que o Pentium 4.
A Intel vai se manter um passo à frente da AMD, lançando novas versões de
2.33, 2.4 GHz etc. Conforme a AMD conseguir lançar novas versões do Athlon XP.
Mas, a Intel só vai lançar as versões mais rápidas do Pentium 4 quando a AMD
finalmente colocar no mercado o Athlon Thoroughbred, que finalmente vai poder
competir em pé de igualdade.
A questão aqui visa simplesmente maximizar os lucros, a velha receita de
aumentar a frequência do processador em pequenos degraus, mesmo tendo munição
para ir muito mais longe, de forma a conseguir que os usuários atualizem seus
sistemas o maior número de vezes possível.
No ramo dos processadores de baixo custo continuaremos com o Celeron e o
Duron, mas ambos vão passar por alterações. O Celeron vai migrar do core
Tualatin para o core do Pentium 4 atual. Teremos então o Pentium 4 Northwood com
512 KB de cache e bus de 533 MHz e o Celeron com 256 KB de cache e bus de 400
MHz; nada mais que um Pentium 4 castrado. O Duron por sua vez mudará para
melhor, com o core Appaloosa, o Duron manterá a mesma arquitetura, mas será
capaz de atingir frequências mais altas, próximo dos 2.0 GHz e consumirá ainda
menos energia (por ciclo de clock) que os atuais. Especula-se que a AMD poderá
aproveitar a arquitetura de 0.13 mícron para aumentar a quantidade de cache dos
processadores: 512 KB para o Thoroughbred e 256 KB para o Appaloosa mas, como
disse, não está nada confirmado. O Duron Appaloosa será lançado na segunda
metade de 2002.
Outra que poderá fazer algum sucesso é a Via, caso consiga aproveitar o
vácuo que a Intel deixará ao migrar o Celeron para a arquitetura do Pentium 4
para vender seus processadores C3, que passarão a ser a única alternativa de
upgrade para quem tiver uma placa soquete 370.
Mas, um personagem muito menos previsível será o AMD Hammer, que também
será lançado antes do final de 2002, com versões destinadas tanto aos servidores
quanto ao mercado doméstico, com seu core de 64 bits mas um desempenho e preço
de venda ainda imprevisíveis.
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